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Boletim informativo

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PLANTAS ETEÓGENAS

 

O caminho do Autoconhecimento através da natureza

Nome: Jurema Preta
Nome cientifico: Mimosa tenuiflora (Willd.) Poir, Mimosa hostilis (Mart.) Benth.;

Jurema Preta

Jurema Preta
Partes utilizadas: Casca do tronco e da raiz, e folhas
Propriedades terapêuticas: cicatrizante, antiinflamatório, antiviral, antifúngica e anti-séptica
Indicações: o pó da casca é muito eficiente em tratamentos de queimaduras, acne, defeitos da pele e esfoladelas causadas por pressão. Tem efeito antimicrobiano, analgésico, regenerador de células, febrífugo e adstringente peitoral. As folhas são usadas com as mesmas finalidades.
A casca da raiz tem efeitos psicoativos. O principal ingrediente ativo nesta parte da planta é N,N-DMT, e há também uma pequena quantidade de beta-carbolinas (De acordo com Raetsch, 2005).
A casca é lisa de cor acinzentada com estrias longitudinais abertas. Tem propriedades sedativa, narcótica adstringente e amarga (BARBOSA, 1988). Os taninos têm função fungicida e bactericida em qualquer solução que possua seus componentes. A jurema preta apresenta 17,74% de taninos condensados, que atuam como captadores de radicais livres, e tem atividades antimicrobiana, antiviral, antifúngica, antidiarréica e anti séptica (Monteiro et al, 2005) e doenças gastrointestinais. O extrato de jurema preta apresenta atividade antimicrobiana contra Streptococus ssp. e Staphylococcus ssp.como também contra Proteus mirabilis e Shiguella sonnei (TRUGILHO, (2003), PAES et al., (2006) GONÇALVES et al.,(2005))
Modo de usar:
Decocção
- É indicada no tratamento de ferida cutânea tais como queimaduras de segundo grau e feridas traumáticas superficiais;
- Banhos para curar úlceras, cancros, flegmões e erisipelas o efeito cicatrizante;
- Em  animais domésticos  a planta é usada em lavagens contra parasitas.
Outras observações: Árvore com cerca de 5-7 m de altura,caule ereto ou levemente inclinado, casca de cor castanha muito escura, as vezes acinzentada, grosseira, rugosa, fendida longitudinalmente, entrecasca vermelho-escura. A planta é muito rústica, por isso o plantio é relativamente fácil, podendo também ser semeada diretamente nas covas ou a lanço em áreas preparadas. O desenvolvimento das plantas no campo é rápido, podendo alcançar 4 a 5 m de altura dentro de cinco anos. Não há notícias de pragas ou doenças, mas deve ser protegida contra o excesso de pastagem por gado bovino e, principalmente, caprino e ovino, especialmente em plantios visando a recuperação do solo.
A Jurema juntamente com o cacto mandacaru fazem parte do dia a dia do nordestino, bem como das histórias e das lendas, sobretudo na caatinga nordestina, sendo considerada sagrada pelos índios.
Não é difícil entender porque a Jurema seria sagrada para os índios nordestinos antes da chegada dos brancos. Além de seu caráter alucinógeno e do seu comprovado uso nas guerras e ritos de passagem, a Jurema, enquanto planta, desempenha um papel central no ecossistema semi-árido das caatingas nordestinas: durante os longos períodos de estiagem, quando a paisagem do sertão fica cinza e vermelho, apenas ela e o cacto do mandacaru resistem verdes e com reservas de água. Na verdade, no auge da estiagem, a casca da Jurema seca enquanto seu interior permanece viçoso. Quando a chuva volta, a casca seca cai e a árvore reaparece jovem. Esse fenômeno dá margem a uma longa mitologia de lendas e cantos envolvendo os ciclos de sazonalidade de morte e renascimento. Mas, ao contrário do mandacaru, do qual o sertanejo pode extrair água durante a estiagem, a água da Jurema é completamente inacessível ao uso humano. No caso da Jurema, a existência de água atrai a presença de pequenos insetos e de vários níveis de pequenos predadores da cadeia alimentar do ecossistema do sertão. As cobras são habituais no juremal, tanto pela existência farta de seu alimento como pela proteção dos galhos espinhosos, impossibilitando o trânsito de animais maiores. Este fato deu margem a uma extensa mitologia popular, cantada em pontos e chamadas tradicionais, em que as cobras protegem espiritualmente à árvore, assim como esta, com seus espinhos, protege os seus répteis guardiões. Assim, centro da resistência da vida orgânica à seca, em torno do qual todo ecossistema ‘não-humano’ (na verdade, não-mamífero) da caatinga gravita, a Jurema reina no sertão nordestino, desde tempos imemoriais, às margens de qualquer socialização: trata-se apenas um local perigoso e cheio de tabus, sob múltiplos aspectos.
No semiárido nordestino, as estações do ano são bem distintas, uma chuvosa e outra seca, durante a estação chuvosa, o alimento disponível é abundante e de boa qualidade nutricional, enquanto que na estação seca, a disponibilidade e a qualidade da forragem são reduzidas em virtude da lignificação da parede celular e do decréscimo de proteína bruta das plantas, escasseando a produção de alimentos, seguindo esta tendência da disponibilidade de forragem, os animais ganham e perdem peso, respectivamente nas estações chuvosa e seca, o que leva a enormes perdas para a pecuária da região, hoje muitos estudos já estão sendo conduzidos pelas universidades, no sentido de usar a flora disponível para suplementar a alimentação dos animais e a Jurema é parte importante de todos esses estudos. A suplementação alimentar na época crítica do ano permite que o animal chegue ao período úmido seguinte com uma perda de peso menor e em melhor estado clinico. Hoje já se sabe que está substituição é viável já existem estudos que mostram que os animais não tiveram a sua saúde compometida.
A Jurema é muito rica em taninos que são altamente fungicidas e bactericidas e temos hoje também estudos em que essas propriedades são utilizadas para combater patologias que atingem os animais da região, principalmente os ovinos, constituindo-se assim uma alternativa fácil e econômica. Alguns já com sucesso.
Uso enteogeno da Jurema
O próprio termo comporta denotações múltiplas, que são associadas em um simbolismo complexo  Além do sentido botânico. a palavra Jurema designa ainda pelos menos três outros significados: preparado líquido à base de elementos do vegetal, de uso medicinal ou místico, externo e interno, como a bebida sagrada, “vinho da Jurema”; cerimônia mágico-religiosa, liderada por pajés, xamãs, curandeiros, rezadeiras, pais de santo, mestras ou mestres juremeiros que preparam e bebem este “vinho” e/ou dão a beber a iniciados ou a clientes; e a Jurema como sendo uma entidade espiritual, uma “cabocla”, ou divindade evocada tanto por indígenas, como pelos herdeiros de cultos afro-brasileiros, o Catimbó e a Umbanda.
A casca da raiz da Jurema desta árvore tem um papel interessante na história passada e presente do xamanismo psicodélico. É a única planta que se conhece que pode ser usada numa poção para beber que, sem a ajuda de outra planta, induz experiências visionárias semelhantes às da ayahuasca. Na História brasileira era usada no Vinho da Jurema, uma cerimônia de preparação e ingestão desta planta.
A jurema é uma fonte muito comum para os ocidentais prepararem ayahuasca, que é uma poção com uma farmacologia (uma planta inibidora da MAO – Mono Amino Oxidase e outra com DMT) muito semelhante à da ayahuasca.
A Jurema é usada hoje em dia sobretudo em combinação com a Peganum harmala para preparar anahuasca, uma infusão considerada enteogena semelhante à ayahuasca. Os efeitos podem ser descritos como uma limpeza física e mental, e uma ligação de 4 horas a mundos normalmente imperceptíveis. O efeito purgativo pode ser até mais forte do que da ayahuasca que aliado a sensação de aspereza e ao gosto amargo propiciado pelos taninos, rotulam a bebida de “imbebível”, evidente que para os conhecedores dos segredos dela, isso pode ser facilmente superado.
A intensidade depende de muitos fatores, por isso muitas pessoas têm de adquirir experiência e passar por efeitos leves no princípio. Quando os efeitos são ligeiros, a maioria das pessoas experimenta algo semelhante ao atingido por cogumelos psilocibinos ou de LSD, juntamente com dores de estômago nas primeiras 2 horas.
Quando os efeitos são fortes, a maioria das pessoas experimenta uma mudança drástica na interpretação da realidade, ou mesmo algum tipo de transporte de todos os sentidos para outra dimensão. A anahuasca é conhecida pelas suas visões fortes, tanto positivas como negativas. As visões contam histórias sobre quem bebe a poção e sobre todo o universo. Muitas pessoas não têm visões e sentem a anahuasca através dos outros sentidos. Os efeitos purgativos podem ser muito fortes. Algumas pessoas têm diarreia e vômitos.
O DMT substância responsável pela experiência enteogena está presente em maior quantidade na casca da raiz, mas está igualmente disponível na casca do tronco.
Apesar disso ainda se sabe pouco sobre o potencial dessas maravilhosas plantas da caatinga nordestina, a sabedoria popular e alguns autores, já mostraram espécies com atividades antioxidantes, antiinflamatórias e cicatrizantes, e por ai vai, mas ainda hoje pouco se sabe sobre as substâncias que possívelmente sejam responsáveis por esses efeitos terapêuticos, de qualquer forma mesmo que seja apenas na sabedoria popular, as ervas  são de grande importância para as populações locais.
Hebhert Oliveira
Nome: Salvia Americana
Salvia 
Divinorum
Nome cientifico: Salvia Divinorum
Parte utilizada: Folhas
Propriedades terapêuticas: Infusões da planta são ministradas no contexto de uma cerimônia e são usadas para uma variedade de queixas, como diarréia, dor de cabeça, reumatismo e anemia. Xamãs (pajés) mazatecas usam a S. divinorum como uma planta de indução à visão. Eles dizem que a planta “permite-lhes viajar para o céu e conversar com Deus e os santos sobre profecias, diagnósticos e cura” (Rovinsky & Civadlo, 1998).
Indicações: anemia, diarréia e dores de cabeça
Outras observações: A Salvia Divinorum é uma planta perene, com cerca de 1 metro de altura ou mais, de clima subtropical úmido, abundante no México e em outras regiões da América Central. As folhas são ovais, serrilhadas, aveludadas, de coloração verde intenso (embora em certas condições podem apresentar um tom amarelado). Quando frescas quase não possuem cheiro.
As suas flores são branco-azuladas, dando a impressão de um lilás claro. A planta florida resulta num visual muito bonito, sendo de grande valor ornamental.
Ela é parente da Salvia officinalis – famosa por suas propriedades medicinais e por seu largo uso na culinária – e da Salvia splendens – ornamental. Conhecida popularmente, a Salvia divinorum começa a ganhar fama também, mas por motivos bem diversos que os das suas “primas”. A explicação para esse sucesso é que a espécie é considerada alucinógena, seu agente psicoativo – Salvinorina A – induz a estados alterados de consciência, mas também pode causar psicose aguda ou depressiva, algumas vezes até irreversíveis.
O uso tradicional se dá por inalação, mas segundo consta, os índios mexicanos preparavam a Salvia divinorum mascando pares de folhas ou fazendo uma infusão em água agitando bastante para produzir uma espuma – dizem que a força do preparado depende da consistência da espuma.
Muitos antropólogas asseguram que os índios Mazatecas, da região de Oaxaca, utilizavam esta erva para curas e fins religiosos muito antes da chegada dos espanhóis. Os xamãs denominavam a Salvia divinorum de “folhas de Maria” e a utilizavam para “viajar ao céu e poder conversar com os deuses” e, assim, obter o diagnóstico e tratamento para as doenças do seu povo.
Nas últimas décadas, jovens de várias cidades mexicanas passaram a usar esta erva como substituta para a maconha.
Registros recentes demonstram que a planta também tem sido utilizada como incenso
No México, a erva também ficou conhecida pelo nome de “folhas de Oaxacan”. O nome botânico Salvia Divinorum, que significa “Sálvia dos Divinos”, seria inspirado no fato da erva ter sido usada muitos anos em cerimônias religiosas e de cura pelos xamãs Mazatecas. Vários registros descrevem que nesses rituais era louvada a figura de uma entidade feminina ou “deusa sábia”. Daí surgiram outros nomes pelas quais a Salvia Divinorum é conhecida: Ska Maria Pastora, Yerba de Maria, The Shepardess, entre outros. Alguns antropólogos que se dedicam ao estudo desta erva defendem que há fortes indícios de que a erva Pipiltzintzintli (que os Astecas utilizavam em seus rituais, há milhares de anos) era a Salvia Divinorum.
A primeira descrição desta planta na literatura ocidental foi feita pelo antropólogo europeu Jean Basset Johnson, em 1939. Ele estava pesquisando o uso de cogumelos do gênero Psilocybe entre os Mazatecas e também notou que eles utilizavam a Salvia Divinorum em cerimônias de cura. Em seu artigo ele escreveu: ” Os shamans (ou xamãs), bem como outras pessoas, usam plantas narcóticas também com a finalidade de encontrar objetos perdidos. Em alguns casos, usam teonanacatl (cogumelo), enquanto em outros usam uma semente chamada “semilla de la Virgen”.A “Yerba de Maria” também é usada.
A espécie, que se reproduz por estacas de galhos, é capaz de se adaptar bem em qualquer clima, desde que receba luz solar nos horários mais frescos do dia (pela manhã ou à tarde). Em ambiente interno ela deve ficar em locais bem iluminados ou que recebam sol indireto (filtrado por uma janela, por exemplo). Para se ter certeza da condição mais adequada para esta planta, basta lembrar que em seu habitat natural ela vive nas matas, onde a vegetação mais alta e densa a protege dos raios solares mais quentes.
Embora seja bem adaptável, a planta pode ressentir-se com temperaturas extremas (abaixo de 10 e acima de 30 graus C).
Entrevista com Daniel Siebert, o principal perito em Sálvia divinorum
Sr. Siebert, ainda é verdade que a Sálvia divinorum disponível no mercado a nível mundial baseia-se em clones de uma planta primordial da Serra Mazateca?
  • Daniel Siebert: Plantas vivas de Sálvia divinorum foram coletadas na região Mazateca várias vezes nas últimas décadas. Estas foram coletadas em diversos locais, para que elas possam ser diferentes clones. No entanto, desde sempre os Mazatecas propagaram a planta a partir de estacas (que quase nunca produz sementes), é bem possível que muitas destas diferentes coleções clonais sejam idênticas. A maior parte da Sálvia vendida hoje é importada do México, e muito, se não a maioria, é cultivada na região Mazateca. Alguns estão também explorando comercialmente em outros países. Todas plantas cultivadas de Sálvia divinorum originadas de estacas foram coletadas na região Mazateca, uma vez que é o único lugar onde esta espécie é tradicionalmente cultivada.
  • Também ocorre lá uma verdadeira planta selvagem mas não foi determinada com certeza. Há populações na região que parecem selvagens, mas estas podem ser populações selvagens de plantas que foram deliberadamente plantadas nesses locais no passado. O fato de que quase nunca a planta produz sementes sugerem que essas populações não são verdadeiramente selvagens. Pode muito bem ser que esta espécie já não exista em qualquer lugar no mundo selvagem. Se for esse o caso, então é totalmente dependente de seres humanos para impedir-la de ser completamente extinta. Mesmo que verdadeiras populações selvagens sejam identificadas no futuro, é provável que elas só existam em uma área geográfica muito pequena. De uma perspectiva ecológica, isto é uma planta muito rara. O fato de muitos países estarem tornando a Sálvia divinorum ilegal põe em risco toda a espécie.
É popular postar experiências com uso de Sálvia no YouTube. A maioria das pessoas parecem ter uma experiência extraordinária. Estas sessões são submetidas à sensível condição de preparo e ambientação?
  • A maioria dos vídeos sobre Sálvia no You Tube mostra pessoas utilizando a erva de forma negligente e excessivamente em doses elevadas. Estou perplexo quanto a razão pela qual alguém gostaria de postar vídeos de si mesmos ou os seus amigos agindo tão insensatamente. Não são apenas as pessoas fazendo vergonha publicamente, mas estão também criando uma impressão negativa da Sálvia, que cria motivos para as mãos de pessoas que gostariam de torná-la ilegal. Esses vídeos normalmente tentam mostrar as pessoas interagindo com a câmara e as outras pessoas na sala, enquanto eles estão na Sálvia. Ao fazer isso, deixam escapar o mais interessante e valioso aspecto dos efeitos da sálvia: a experiência interior. É importante usar Sálvia em doses adequadas, em um ambiente pacífico, com uma preparação adequada e com uma atenção de se dirigir interiormente durante a experiência.
Isto claramente não é o que as pessoas estão fazendo nos vídeos do You Tube.
Qual forma de usar você recomendaria? Mastigar as folhas, fumar ela, extrato de folhas ou álcool, Salvinorina A pura?
  • Pessoalmente, eu prefiro tomar sálvia oralmente, o que é aquilo que o Mazatecas fazem. Quando tomado por via oral, os efeitos desenvolvem de forma mais gradual e duram consideravelmente mais do que acontece com o tabagismo. Isso torna mais fácil a transição para a experiência e dá mais um tempo para explorá-la e fazer uso construtivo dela. O aparecimento de efeitos mais gradual também torna possível lembrar por que tomou uma sálvia e o que pretende realizar durante a experiência. Isto é especialmente importante quando se está tomando Sálvia seriamente para auto-exploração e trabalho interior, que na minha opinião é a forma como ela é melhor usada. Quando tomada por via oral, o pico dos efeitos acontece entre 45 minutos a 1,5 horas e em seguida diminuem durante uma hora ou mais. Em contraste, o tabagismo produz efeitos que se manifestam muito repentinamente e só passam entre 5 ou 6 minutos antes de começar a diminuir. O súbito aparecimento de efeitos é frequentemente muito desorientador e os efeitos começam a desvanecer-se antes de que seja capaz de se entender o que está acontecendo.
  • Isto é especialmente verdadeiro quando se fuma forte extratos. No entanto, algumas pessoas acham difícil obter um nível desejado de efeitos quando se toma Sálvia oralmente. Estas pessoas só podem ser capazes de obter uma forte experiência se fumar.
Observando-se o debate público sobre uso de drogas, os diferentes tipos, qualidades e conteúdos da experiência de diferentes drogas são negligenciados. A palavra em Inglês para o bonito alemão “Rausch” é “intoxicação”. Seria útil para fazer uma boa caracterização das experiências com drogas apesar do fato de elas serem tão diferentes?
  • Generalizações podem provocar nas pessoas idéias imprecisas sobre drogas específicas. Vejo isso acontecer frequentemente com a Salvia divinorum. Porque ela produz efeitos visionários, as pessoas freqüentemente chamada sálvia de “alucinógeno”, “psicodélico”, ou “enteógeno”. Estas são todos os termos apropriados para substâncias indutoras de visões, mas é importante compreender que os efeitos da Sálvia diferem de todas similarmente categorizadas drogas. Infelizmente, as pessoas muitas vezes transferir os seus preconceitos acerca de outras drogas sobre a Sálvia. Salvia é única.
E, em que tipo de experiência você classifica a trip da Sálvia?
  • Eu normalmente descrevo a Sálvia divinorum como uma erva indutora de visão e Salvinorina A como um diterpeno indutor de visão. Tento evitar os termos “alucinógeno”, “psicodélico”, e “enteógeno”, principalmente porque essas palavras tendem fazer as pessoas pensarem em alcalóides, como LSD e Psilocibina. As trips da Sálvia variam de caráter, dependendo do cenário, ajuste e dosagem, mas de um modo geral, elas são como experiências de sonho visionário.
Há uma discussão correndo sobre a qualidade destas experiências. Por um lado, elas são descritas como emissões caóticas do cérebro, uma alucinação irreal, por outro como valioso estados de consciência. Existe algo parecido com um truque para converter ou traduzir as visões pro senso comum para serem útil na vida cotidiana?
  • Sálvia oferece acesso a partes da psique que normalmente estão fora do alcance. Por esta razão, as pessoas muitas vezes aprendem muito sobre si mesmo durante viagens na Sálvia. Se alguém quiser ter uma visão a partir de uma experiência de Sálvia, a coisa mais importante a lembrar é ficar concentrada e prestar atenção. As imagens e cenas que aparecem são muitas vezes significativas. Às vezes, o significado é imediatamente aparente. Mas às vezes ele não ficou claro até mais tarde, quando a pessoa tenha tido tempo para refletir sobre a experiência. Pode ser útil gravar um relato da experiência logo após os efeitos terem abrandado. Sálvia é especialmente útil como uma ferramenta para obter visão e clareza quando se sente confuso sobre a vida, um caminho ou relacionamentos.
Mas não é possível que os insights na própria vida sejam muito grandes? Até que não se possa receber a mensagem?
  • Sim, isso pode acontecer. Muitas vezes as pessoas são incapazes de fazer sentido do material que surge durante experiências com Sálvia. Isso pode acontecer por muitas razões: falta de maturidade, falta de foco mental, muitas distrações, falta de preparo, falta de experiência, etc…
Se você devesse comparar os benefícios de uma experiência com Sálvia com outras opções terapêuticas para saber mais sobre a própria e sua incorporação no mundo social, qual seria a sua conclusão? Pode comparar o perigo de viagens com Sálvia de outras opções terapêuticas?
  • Eu não estou realmente qualificado para responder a essa pergunta porque eu não sei muito sobre psicoterapia ou psiquiatria. Eu sei que as pessoas muitas vezes têm visões profundas em experiências durante Sálvia e que muitas vezes se sentem revitalizadas e mentalmente atualizada após tais experiências. Certamente Sálvia pode beneficiar muitas pessoas, desde que o preparo, a ambientação e a dosagem sejam adequadas. Mas, eu não recomendo para todos. Embora pareça ter um grande potencial, o uso de Sálvia como uma ferramenta terapêutica tem sido pouco estudada em todos.
Em uma entrevista com Hans-Christian Dany autor de um livro sobre anfetamina, ele mencionou que não pode haver boas razões para ficar sóbrio quando as condições sócio-econômicas estão erradas. Dany estava pensando sobre o sistema capitalista em que drogas como Speed contribuem para manter o controle sobre as pessoas. Será este um pensamento-argumento válido sobre consumo de Sálvia também?
  • Não creio que as condições sócio-econômicas tenha muito a ver com a razão pela qual uma pessoa opta por utilizar Sálvia. Salvia não é uma droga de escape. Muito pelo contrário, é uma ferramenta filosófica. E muitas vezes motiva as pessoas a examinarem cuidadosamente as suas vidas e fazerem mudanças positivas. Desde que ela seja usada com sabedoria e com uma preparação adequada, o uso ocasional de Sálvia não compromete a capacidade de viver uma vida saudável, vida produtiva, ou de ser um bom membro da sociedade.
Obrigado pela entrevista.
Nome: DATURA
Nome cientifico: Datura stramonium L.
O gênero Datura é constituído por cerca de nove espécies de plantas anuais ou perenes de vida curta. Sua taxonomia é complexa e difícil. É comum dividir-se o gênero em 4 seções: Brugmansia, Stramonium, Dutra e Ceratocaulis. Muitas discussões tem havido sobre esse e outros critérios. Hoje está havendo aceitação pelos especialistas, de que se deve separar ao menos Brugmansia, transformando-a em um gênero distinto, restando oito espécies para o gênero Datura.
A origem do nome vem do hindú “dhát”, um veneno preparado com plantas, e “tatorah”, entorpecente. Plantas desse gênero e de alguns outros gêneros de Solanáceas apresentam compostos com propriedades alucinógenas, o que é conhecido desde tempos imemoriais. Povos primitivos, tanto da Eurásia como do Novo Mundo, fizeram intenso uso dessas propriedades em rituais místicos e religiosos, bem como para fins medicinais; outros usos eram criminosos, para tirar a conciência das pessoas para as roubar ou matar.
Os efeitos alucinógenos provocam visões e sensações que eram tidas como formas de comunicação com os deuses. Curandeiros e adivinhos buscavam inspiração nessas visões. Ritos de iniciação, bem como de passagem de condições de crianças para adultos, envolviam o uso de preparados dessas plantas. Na região de Bogotá as viuvas e os escravos dos guerreiros mortos recebiam uma bebida com extratos dessas plantas, com o que entravam em estado de torpor e assim eram enterrados vivos com os seus senhores. Plantas dos grupos mencionados não são substitutivas de plantas que fornecem drogas, como maconha, papoula ou coca, pois ao lado do efeito alucinógeno, existe um forte efeito tóxico, e uma “viagem” com Solanáceas frequentemente não tem retorno.
Datura Stramonium é uma planta herbácea anual de porte poderoso, com caule ramificado suportando folhas alternas, ovais, dentadas e malcheirosas. Na axila das ramificações ou na extremidade dos caules, formam-se grandes flores tubulosas, brancas ou violáceas. O fruto é uma cápsula que encerra sementes pretas (em baixo). Toda a planta é extremamente venenosa. Diversas espécies de Datura são originárias do Novo Mundo, mas Datura stramonium é originaria de uma região à volta da Cordilheira do Himalaia, na Ásia Menor e de regiões a volta do Mediterrâneo, foi levada para as mais diversas regiões do mundo, sendo hoje de distribuição universal. Apresenta ampla ocorrêrncia no Continente Americano, sendo que no Brasil pode ser encontrada em grande parte do território, mas raramente forma grandes concentrações. Cultiva-se em grande escala para fins medicinais.
São colhidas as folhas e as sementes. As folhas devem ser cortadas de manhã cedo, no princípio da floração. São primeiro secadas estendidas ao lado umas das outras, em seguida podem ser amontoadas. Num secador, a temperatura não deve ultrapassar os 45ºC. As sementes são retiradas após a secagem das cápsulas. Os dois produtos contêm alcalóides derivados do tropano (0,4%), a hiosciamina, a atropina, a escopolamina. Estas substâncias são espasmolíticas (aliviam as contrações musculares), diminuem as secreções glandulares e dilatam os brônquios. São apenas tratadas no âmbito da indústria farmacêutica, e os remédios à base destas substâncias só podem ser prescritos por um médico. É uma planta tóxica para os animais e para o homem. Os envenenamentos de crianças pelas sementes de estramônio são relativamente freqüentes, sendo a dose letal, aproximadamente, 20 sementes.
São igualmente cultivadas outras espécies de datura: Datura inoxia e Datura metel, originárias da América do Sul, e Datura inermis, originária da Abissínia, todas ainda mais ricas em alcalóides.
Don Juan, no livro “A Erva do Diabo” de Carlos Castañeda, referindo-se à Datura:
“– A erva-do-diabo tem quatro cabeças; a raiz, a haste e as folhas, as flores e as sementes. Cada qual é diferente, e quem a tornar sua aliada tem de aprender a respeito delas nessa ordem. A cabeça mais importante está nas raízes. O poder da erva-do-diabo é conquistado por meio de suas raízes. A haste e as folhas são a cabeça que cura as moléstias; usada direito, essa cabeça é uma dádiva para a humanidade. A terceira cabeça fica nas flores, e é usada para tornar as pessoas malucas ou para fazê-las obedientes, ou para matá-las. O homem que tem a erva por aliada nunca absorve as flores, nem mesmo a haste e as folhas, a não ser no caso de ele mesmo estar doente; mas as raízes e as sementes são sempre absorvidas; especialmente as sementes, que são a quarta cabeça da erva-do-diabo e a mais poderosa das quatro”.

Cordão de Frade

Cordão de Frade
Nome científico       Leonotis nepetaefolia
Parte usada  Planta inteira, em floração
Propriedades terapêuticas            : Tônica, estimulante, diurética, febrífuga, sudorífica, carminativa, antiespasmódica.
Indicações: A planta muito utilizada como tônica, estimulante, diurética, febrífuga, sudorífica, carminativa, antiespasmódica, casos de bronquite crônica, tosses, asma brônquica, elefantíase, hemorragias uterinas, dores reumáticas, contusões. É considerada eficiente nos casos de inflamação urinária e auxilia a eliminação de ácido úrico.
Os nativos das Guianas empregam suas inflorescências para estimular a secreção da bile (ação colagoga) e melhorar a digestão.
Na região amazônica aplica-se um macerado da planta no local lesado para aliviar a dor da contusão e cicatrização.
Em outros locais (Vale do Ribeira), a infusão das folhas é usada internamente para gripes, reumatismo, hipotensão, distúrbios do estômago, dores de barriga e também como cicatrizante.
Modo de usar
Infusão – 2 colheres de sopa para um litro de água, quando a água alcançar fervura, desligue. Tampe e deixe a solução abafada por cerca de 10 minutos. Em seguida, é só coar e beber.
A tradição popular também utiliza a planta de várias formas: no Ceará, o xarope das flores é indicado para problemas digestivos; em Minas Gerais, a planta florida é usada para fraqueza geral, inflamações broncopulmonares, expectorante e úlceras; no Rio Grande do Sul, o chá da planta toda é tomado duas vezes ao dia para reumatismo, e uma xícara ao dia por dois dias como antitérmico; no Mato Grosso o sumo da raiz amassada é usada para combater a Maleita.
Sua folhas podem ser utilizadas em saladas
Contra indicações: Gestantes devem evitar o uso interno desta planta devido possível ação abortiva
Outras observações: Leonotis nepetifolia, também conhecido como Klip Dagga, mas mais conhecida no Brasil por cordão-de-frade, é uma planta, originária da África tropical, sendo vastamente distribuída nas regiões tropicais e subtropicais da África, Ásia e América. No Brasil, apesar de frequente, ocorre raramente no extremo Sul.  É uma planta anual e aromática.
Ela cresce a uma altura até 2 metros e tem flores alaranjadas, mas pode variar de vermelho, branco e roxo e tem folhas que podem passar de duas polegadas de largura. Na mesma família Lamiaceae L. nepetifolia (Klip Dagga) e Leonurus Sibiricus (Wild Dagga ou Lion’s Tail) são bem semelhantes
Ambas as espécies são muitas vezes fumadas tendo em vista as suas propriedades enteogenas. A principal diferença é que na L. nepetifolia as flores brotam a partir de uma bola redonda com espinhos e normalmente as flores são alaranjadas.
Alguns afirmam que as folhas de L. nepetifolia são mais fortes e muito menos severas do que as do gênero L. Leonurus Sibiricus.
Embora existam cerca de trinta outras plantas do gênero Leonotis, Leonurus nepetifolia e L. Sibiricus são as únicas com propriedades psicoactivas, abaixo detalho um pouco mais acerca deste gênero.

 Rubin

  Rubin

Leonurus vem do grego “leon”, leão, e “oura”, cauda, motivado pelo aspecto da parte terminal da planta. “Sibirucus” significa da Sibéria, região de onde a planta é oriunda. Também conhecida como Erva Macaé, Rubim, Wild Dagga e Agripalma era cultivada nas hortas dos mosteiros desde o século XV, e era muito apreciada em toda a Europa, a ponto de ser considerada capaz de aliviar todos os males. é uma planta que chega a alcançar 2 metros.
Usada na medicina tradicional asiática há muitos séculos, devido aos seus efeitos relaxantes e calmantes. No México foi lhe dado o singelo nome de “pequena marijuana”. Essa associação se deve a presença de alguns óleos essenciais trans-cariofileno (33,43%), alfa-humuleno (21,49%) e germacreno-D (24,95%) que são responsáveis por 70% da composição do óleo, e destes, o a trans-cariofileno foi observado anteriormente no óleo essencial da Cannabis sativa (Novak et al., 2001) e Piper duckei (Abraham, 2001), provavelmente essa substância que tenha lhe agregado essa associação, sendo responsável pelos efeitos psicoativos da planta. 
A outra substância alfa-humuleno é encontrada na maioria das espécies aromáticas e apresenta ampla atividade biológica como inseticida (Yang et al., 2003; Kim et al., 2003) e antioxidante, (Weel et al., 1999), antimicrobiano (Bougatsos et al., 2003), como também anticancerígena (Legault et al., 2003).  Algumas classes de compostos da composição do gênero Leonorus mostrou importante atividade atividade antioxidante, com ação protetora tanto em tecidos animais como em células vegetais, evitando lesões pelos radicais livres (Di Carlo, G.; Mascolo 199).Na medicina caseira ela tem as seguintes indicações: Febrífugo, anti-reumático, eupépico, contra vômitos e gastrenterite. As flores são usadas para bronquite e coqueluche. É uma erva amarga, diurética que estimula a circulação e o útero, abaixa a pressão sanguínea, regula a menstruação e elimina toxinas. Também é efetiva contra infecções bacterianas e fungais. A erva é usada interiormente para problemas de visão relacionados ao fígado (sementes); menstruação dolorosa e excessiva, sangramento pós-parto (planta inteira e sementes); edema, problemas renais, pedras renais, eczema, e abscessos (planta inteira).
Modo de usar -Infusão
Uso interno
20 gramas de folhas ou flores em 1/2 litro de água. Tomar 1 xícara de chá 3 vezes ao dia.
Uso externo – friccionar as folhas sobre as partes afetadas. xarope – colocar um punhado das folhas e flores picadas em 1 xícara de café de água fervente, abafar, coar, adicionar 2 xícaras de café de açúcar, homogeneizar.
Tintura – misturar 2 xícaras de café de álcool de cereais e 1 xícara de café de água com 4 colheres de sopa, ou 20 gramas de ervas picadas, deixar em maceração por 7 dias, agitar sempre, coar, armazenar em vidro escuro. Tomar 1 colher de café da tintura diluída em água. Pode ser aplicada em articulações inflamadas. Hebhert Oliveira

Esse artigo tem propósitos apenas informativos. NÃO FORNECE ORIENTAÇÕES MÉDICAS. quanto o autor e divulgador não se responsabilizam por quaisquer conseqüências possíveis oriundas de qualquer tratamento, procedimento, exercício, modificação na dieta, ação ou aplicação de medicamento que resultem da leitura ou observância das informações aqui contidas. A publicação dessas informações não constitui a prática da medicina, e não substituiu o conselho do seu médico ou outro profissional de saúde. Antes de adotar qualquer tipo de tratamento, o leitor deve procurar atendimento médico ou outro profissional da saúde.
 

 

 

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